Live Comunica MPV de terça-feira (03/03) às 20h30 – Crise na Medicina – A de ontem, de hoje e do futuro – Dra Ana Alice Tannuri e Dra Akemi Shiba

Pilar da prática médica, a AUTONOMIA está intimamente ligada à ética, à responsabilidade profissional e à qualidade do atendimento ao paciente

Live Comunica Médicos pela Vida de terça-feira (03/03) às 20h30, chega na sua edição de número 188 e vai debater a Crise na Medicina, com a Dra. Ana Alice Tannuri e a Dra Akemi Shima, ambas coordenadoras do Médicos pela Vida

Vivemos uma crise na medicina convencional. Uma medicina formatada por protocolos e mercantilista, pautada em doenças e não na saúde, fortemente influenciada pela indústria farmacêutica, que caminha sob privação de métodos eficazes e consagrados.

O Brasil é um dos países que mais possuem escolas médicas, onde profissionais acabam saindo sem formação sólida. Assistimos a uma fragmentação das especialidades, expondo o paciente a uma descontinuidade, quando ele precisa ser visto e tratado de maneira integral.

A autonomia médica enfrenta barreiras que exigem mobilização e virada de chave

Um dos pilares da prática da medicina é a AUTONOMIA, isso por que ela está intimamente ligada à ética, à responsabilidade profissional e à qualidade do atendimento ao paciente.  É o direito e o dever que o médico tem de exercer sua profissão com independência técnica e científica, tomando decisões baseadas no conhecimento, na sua experiência clínica, na avaliação individual de cada paciente e nos princípios éticos.

No Brasil, essa autonomia é garantida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por meio do Código de Ética Médica, que garante as decisões técnicas, protegendo a medicina das decisões políticas ou comerciais. Pelo menos em tese é essa a prática, mas nem sempre a autonomia é respeitada.

É ela que protege o médico de pressões externas — sejam administrativas, econômicas, políticas ou institucionais — que possam interferir no melhor cuidado ao paciente, na individualização do tratamento, garantindo que cada paciente é único.

É a autonomia que permite que o médico adapte condutas conforme as necessidades clínicas específicas, e não apenas protocolos padronizados. O médico responde ética, civil e criminalmente por seus atos. Portanto, precisa ter liberdade para decidir com base na ciência, na sua experiência e na própria consciência profissional.

É também a autonomia do médico que fortalece a confiança e os seus vínculos com o paciente, ainda que ela não seja poder absoluto, possuindo limites importantes: Deve respeitar a legislação, seguir princípios científicos reconhecidos, sempre observando normas do Conselho Federal de Medicina e, sobretudo, a sua própria consciência.

É importante lembrar da decisão compartilhada, onde autonomia médica e autonomia do paciente devem caminhar juntas. A autonomia médica tem sido tema de debate nos protocolos obrigatórios de saúde pública, nas diretrizes clínicas padronizadas e sobretudo na atuação de operadoras de planos de saúde.

Outro ponto a ser considerado trata da judicialização da medicina, e do desafio que é equilibrar autonomia profissional com responsabilidade social, prática clínica e evidência científica. Recentemente a autonomia médica foi confrontada com a justiça no caso específico de Arroyo Grande, cidade do Rio Grande do Sul onde uma família perdeu, temporariamente, a guarda dos filhos por se recursar a usar experimentos gênicos nas crianças, mesmo com laudo médicos embasando a decisão.

O Médicos pela Vida esteve envolvido diretamente neste episódio através das duas médicas que compõem esta bancada e que vão debater o caso, alertando para a sua gravidade, desfecho e necessidade de recuperação da autonomia médica ameaçada por conselheiros tutelares, promotores de justiça e juízes.

Na bancada da 188ª Live Comunica Médicos pela Vida:

Dra. Ana Alice Tannuri é médica formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UFERJ. Cardiologista com Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e AMB. Pos graduada em Medicina Funcional Integrativa pela academia brasileira de medicina funcional Integrativa. Ex- professora de cardiologia da UFERJ. Ex- chefe do CTI do Hospital Universitário Gaffree e Guinle. Médica militar do Exército Brasileiro nos anos 2000, onde inúmeras funções participou de treinamento de saúde para o CIGS, atualmente na reserva. Participou da linha de frente do combate à COVID 19, além de atuar em centro de terapia intensiva de março de 2020 a maio de 2021. Tratou gratuitamente mais de 1500 pacientes em seu consultório on-line. É Coordenadora do MPV. 

Dra Akemi Shiba médica psiquiatra da infância e adolescência. Pós graduada em perícia médica, pós graduanda em bioética e biodireitoCoordenadora da comunicação do Médicos pela Vida e palestrante nos três Congressos Mundiais sobre Covid que aconteceram no Brasil em 2021, 2022 e 2024.

Para filiação: https://associacao.medicospelavida.org.br

Links para assistir ao vivo as lives do MPV: https://medicospelavida.org.br/live/
Youtube: https://youtube.com/@mpvlives

Engaje-se nesta causa, doe pelo pix: CNPJ: 19.548.229/0001-93

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