Alemanha deixa de recomendar vacina COVID para maioria da população, incluindo grávidas

País agora recomenda imunização anual apenas para maiores de 75 anos e grupos de risco, citando imunidade híbrida já consolidada na população

A Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha (STIKO) atualizou suas diretrizes para a vacinação contra a COVID-19, retirando a recomendação de imunização de rotina para a maioria da população adulta, incluindo gestantes saudáveis. A nova orientação, publicada em 9 de julho de 2026, recomenda a vacinação de reforço anual apenas para pessoas com 75 anos ou mais. Antes, a indicação era a partir dos 60 anos, além de grupos considerados de risco, como pessoas com comorbidades.

A decisão, baseada em parecer do Instituto Robert Koch (RKI), tem como fundamento a consolidação da chamada “imunidade híbrida” na população alemã: mais de 95% dos adultos do país já possuem proteção contra formas graves da doença, seja por vacinação ou por infecção prévia. Com a queda contínua de hospitalizações e óbitos relacionados à COVID-19 desde o fim da pandemia, a comissão entendeu que não há mais justificativa para uma recomendação universal.

O que muda para as grávidas

Um dos pontos que mais chama a atenção na nova recomendação é a exclusão das gestantes saudáveis das recomendações. Segundo a STIKO, desde o surgimento da variante Ômicron, os casos graves de COVID-19 em grávidas não são mais frequentes do que em mulheres não gestantes. Dessa forma, a recomendação de vacinação foi totalmente suspensa para esse público.

A exceção fica para gestantes que apresentem doenças pré-existentes ou complicações associadas à gravidez, como diabetes gestacional ou hipertensão.

Para quem ainda há recomendação anual?

A partir de agora, a STIKO recomenda a vacinação anual de reforço, preferencialmente no final do verão ou início do outono, para os seguintes grupos:

– Pessoas com 75 anos ou mais;

– Pessoas a partir de 6 meses com doenças crônicas que aumentem o risco de evolução grave (doenças respiratórias, cardiovasculares, diabetes, obesidade, imunodeficiências, entre outras);

– Residentes e profissionais de instituições de longa permanência e cuidados;

– Profissionais de saúde com maior risco de exposição, especialmente em pronto-socorros e UTIs;

– Familiares e contatos próximos de pessoas que não desenvolvem resposta imune adequada à vacina;

– Gestantes com comorbidades ou complicações gestacionais.

O que acontece com quem nunca tomou a vacina?


A conduta agora depende da idade e do risco:

– Adultos com indicação de risco: para adultos que pertencem a um grupo de risco (como idosos ou doentes crônicos), a recomendação agora prevê uma dose única, independentemente do seu status vacinal anterior

– Crianças (6 meses a 5 anos) com fatores de risco: este é o único grupo que ainda tem uma recomendação de série inicial completa. Se a criança, com fatores de risco, nunca foi vacinada e nunca teve uma infecção comprovada, ela deve receber a imunização básica completa (que consiste em 2 ou 3 doses, dependendo do fabricante)

– Adultos e crianças saudáveis: não há mais uma recomendação geral de iniciar o esquema vacinal se a pessoa for saudável e não pertencer aos grupos de risco

A comissão ressalta que a decisão pela vacinação deve ser tomada individualmente, com orientação médica, ponderando-se os riscos de um quadro grave diante dos benefícios e possíveis efeitos adversos do imunizante.

Fonte: Epidemiologisches Bulletin 28/2026

Comentário MPV

O Brasil segue como o único país do mundo obrigando vacinas COVID em bebês e crianças. Nenhum outro país do mundo faz isso.

É necessário também seguir o exemplo da Alemanha, e sequer recomendar para adultos saudáveis e grávidas.


Facebook
X
Telegram
WhatsApp
Facebook
Foto de Redação MPV

Redação MPV

Equipe de jornalismo do MPV - Médicos Pela Vida, uma associação médica com milhares de associados que se notabilizou no atendimento da linha de frente da COVID-19.

Pesquise no site do MPV