Um novo estudo revisado por pares publicado recentemente na Anticancer Research, periódico do International Institute of Anticancer Research, uma das publicações especializadas em oncologia de maior prestígio internacional, documentou resultados expressivos com o uso combinado de ivermectina e mebendazol em pacientes com câncer.
“Nesta coorte prospectiva de pacientes com câncer em condições reais de prática clínica, a ivermectina e o mebendazol foram associados a altas taxas de benefício clínico autorrelatado e tolerabilidade favorável”, concluíram os cientistas no estudo.
Perfis dos pacientes
O estudo acompanhou 197 pacientes com diagnóstico confirmado de câncer que receberam a combinação dos dois medicamentos via off-label. Cada cápsula continha 25 mg de ivermectina e 250 mg de mebendazol.
A coorte apresentou idade média de 67 anos, com distribuição equilibrada entre os sexos e uma ampla diversidade de patologias. Embora os casos mais comuns fossem os de próstata (27,9%) e mama (18,3%), o estudo também incluiu pacientes com câncer de pulmão, cólon, fígado, pâncreas e tireoide, além de casos urológicos, ginecológicos, hematológicos (como linfomas) e tumores de cérebro e pele (melanoma).
- Progressão ativa: 37,1% dos participantes (73 de 197 pessoas) relataram que o câncer estava em progressão ativa ou se espalhando no início do estudo.
- Doença estável: Os outros 62,9% (124 pessoas) relataram que a doença estava estável ou não estava se espalhando naquele momento.
Quase metade (47,7%) estava no primeiro ano após o diagnóstico, mas cerca de 20,8% já tratavam a doença há mais de cinco anos. Ao fim dos seis meses, a adesão ao tratamento foi alta, com 86,9% completando a prescrição inicial e 66,4% permanecendo em terapia.
Após o fim do prazo do estudo (aproximadamente 6 meses), 84,4% dos participantes que completaram relataram benefício clínico, incluindo remissão completa, regressão tumoral ou estabilização da doença. Mais de quatro em cada cinco pacientes.
Resultados principais: média de 6 meses
- Remissão completa (32,8%)
- Regressão do tumor (15,6%)
- Estabilização do câncer (36,1%)
A adesão foi alta, com 86,9% completando a prescrição inicial e 66,4% permanecendo em terapia aos seis meses. A maioria dos participantes já era veterana em terapias convencionais, o que mostra que o benefício clínico de 84,4% foi observado em uma população que, em muitos casos, já enfrentava doenças avançadas ou persistentes.
Segurança
O perfil de segurança observado foi favorável: os efeitos colaterais foram relatados por apenas 25,4% dos participantes e foram dose-dependentes, predominantemente leves e principalmente gastrointestinais, com 93,6% dos pacientes continuando a terapia após o ajuste de doses, o que é compatível com o histórico já conhecido de décadas de uso humano de ambos os medicamentos.
“O fluxo de trabalho clínico exigia que cada indivíduo preenchesse um formulário de anamnese e passasse por uma consulta com um profissional de saúde licenciado para determinar a elegibilidade antes da emissão da prescrição”, explicaram os cientistas no estudo.
“A dosagem e o esquema posológico foram individualizados pelo médico prescritor e pelo paciente, geralmente um ou dois comprimidos por dia. Muitos participantes seguiram regimes cíclicos e solicitaram novas prescrições conforme desejado”, complementaram.
Cientistas de peso
Entre os signatários do estudo está Harvey Risch, professor emérito e pesquisador sênior de epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Yale, com mais de 400 publicações científicas e 57 mil citações na literatura médica. Em novembro de 2025, o presidente dos EUA, Donald J. Trump, o nomeou presidente do Painel de Câncer da Presidência dos Estados Unidos, o órgão federal responsável por monitorar o progresso do combate ao câncer no país e reportar diretamente ao presidente.
Comentário editorial MPV
Este é um estudo da vida real. É o primeiro medindo o efeito dos dois medicamentos em humanos com câncer. Os dados são observacionais. Não é uma confirmação final, mas o que o estudo documenta, no entanto, é um sinal clínico que não pode ser ignorado.
Mais estudos confirmatórios são necessários, envolvendo ensaios clínicos duplo-cegos e controlados por placebo, até para que se saiba exatamente a quantidade do efeito. É um primeiro passo. É assim que a ciência avança.
Portanto, é válido divulgar, afinal, muitos pacientes com câncer podem exercer seu direito de associar essa nova abordagem sem prejuízo ao tratamento convencional.