Uma pesquisa nacional divulgada em 14 de maio de 2026 pela Rasmussen Reports revela que a maioria dos eleitores americanos mantém preocupações significativas sobre a segurança das “vacinas” contra a COVID-19, mesmo anos após a pandemia.
Segundo o levantamento, 59% dos eleitores dos Estados Unidos consideram provável que os efeitos adversos das vacinas contra COVID-19 tenham causado um número significativo de mortes inexplicáveis. Desse total, 37% afirmam que consideram esse cenário “muito provável”. Por outro lado, 31% não consideram provável que as vacinas tenham causado um número significativo de mortes, incluindo 17% que descartam completamente essa possibilidade.
O dado chama atenção por sua distribuição entre diferentes grupos políticos. Entre eleitores republicanos, 74% acreditam ser ao menos “algo provável” que os efeitos colaterais das vacinas tenham causado mortes inexplicáveis em número significativo. Entre os democratas, o percentual é de 48%. E entre eleitores sem filiação partidária, 56%.
A pesquisa foi conduzida entre os dias 10 e 12 de maio de 2026, com 1.060 eleitores prováveis, por telefone e online, com margem de erro de ±3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O trabalho de campo foi realizado pela Pulse Opinion Research, LLC.
A Rasmussen Reports é uma das principais empresas americanas de pesquisa de opinião pública, em operação desde 2003.
O Brasil na contramão do mundo (Comentário editorial do MPV)
Os dados da pesquisa americana ganham um peso ainda maior quando confrontados com a realidade brasileira. Se nos Estados Unidos, onde as autoridades de saúde defenderam as vacinas contra a COVID-19 com toda a força institucional disponível, 59% dos eleitores já expressam dúvidas sobre sua segurança, o que dizer de um país que vai além de qualquer outro no mundo, impondo essas vacinas?
O Brasil é, hoje, o único país do planeta que obriga crianças saudáveis a receberem a vacina contra a COVID-19. Não existe outro. Alemanha, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Suíça, Estados Unidos, Japão, Austrália — nenhum desses países sequer recomenda a vacina para crianças saudáveis. Reservam a indicação para casos específicos, com avaliação médica individual. O vírus que circula nesses países é o mesmo que circula no Brasil. A biologia das crianças é a mesma.
A anomalia é dupla. Primeiro, das instituições: um governo e órgãos regulatórios que adotam, sem justificativa científica específica, uma política que o mundo inteiro rejeitou. Segundo, da sociedade: uma opinião pública que, ao contrário da americana, ainda não chegou a questionar em escala o que lhe é imposto.
A pesquisa da Rasmussen mostra que o questionamento, quando existe espaço para ele, emerge naturalmente, inclusive entre eleitores democratas, os mais favoráveis às políticas de saúde oficiais nos EUA. No Brasil, esse espaço tem sido sistematicamente estreitado, com o rótulo de “antivacina” aplicado a qualquer questionamento, por mais legítimo que seja.
O resultado é uma singularidade histórica: o único país do mundo com vacinação COVID obrigatória em crianças é também aquele onde o debate público sobre o tema permanece mais bloqueado. Não é uma coincidência. É método.
Fonte
63% Suspect COVID-19 Cover-Up – Rasmussen Reports®