Live Comunica Médicos pela Vida de terça-feira (03/03) às 20h30, chega na sua edição de número 188 e vai debater a Crise na Medicina, com a Dra. Ana Alice Tannuri e a Dra Akemi Shima, ambas coordenadoras do Médicos pela Vida
Vivemos uma crise na medicina convencional. Uma medicina formatada por protocolos e mercantilista, pautada em doenças e não na saúde, fortemente influenciada pela indústria farmacêutica, que caminha sob privação de métodos eficazes e consagrados, até o advento do Relatório Flexner.
O Brasil é um dos países que mais possuem escolas médicas, onde profissionais acabam saindo sem formação sólida. Assistimos a uma fragmentação das especialidades, expondo o paciente a uma descontinuidade, quando ele precisa ser visto e tratado de maneira integral. Práticas que tiveram uma origem, o Relatório Flexner.
A crítica da medicina integrativa ao modelo consolidado pelo Relatório Flexner não é uma rejeição da ciência — mas uma crítica ao que se tornou um modelo excessivamente biologicista, hospitalocêntrico e fragmentado ao longo do século XX.
O modelo pós-Flexner fortaleceu a ideia de que a doença é, sobretudo, um problema orgânico e mensurável, desconsiderando fatores emocionais, sociais e espirituais. Ao fragmentar o paciente em órgãos e especialidades, criou-se uma dificuldade para uma abordagem mais ampla da saúde.
É necessário um modelo biopsicossocial, ampliando com um olhar além da patologia. Após o Flexner, a atenção primária ficou desvalorizada. A prevenção recebeu menos foco que o tratamento. A saúde comunitária ficou em segundo plano. Hoje, muitos destes debates sobre SUS e atenção básica, dialogam com essa crítica ao mercantilismo da saúde.
Com o fortalecimento da farmacologia e da indústria médica ao longo do século XX, a terapêutica passou a ser majoritariamente medicamentosa. A medicina integrativa defende o uso racional de medicamentos, a integração com práticas baseadas em evidências como atividade física, nutrição, manejo do estresse e algumas práticas complementares com respaldo científico.
Destaque também para uma maior valorização da prevenção e a importância da relação médico-paciente, por meio de uma decisão compartilhada, através da escuta ativa e maior tempo de consulta. A participação do paciente no cuidado é essencial, dialogando com a autonomia médica que, infelizmente, sofre ataques de várias partes, sobretudo depois da Pandemia da Covid-19. Experiencias danosas sobre essa crise da medicina e da autonomia médica não faltam.
A medicina integrativa reconhece que o Relatório Flexner elevou o rigor científico, combateu o charlatanismo, profissionalizou a medicina, mas não é integral, trata partes, desmerecendo a importância da abordagem sistêmica. O modelo científico é importante, mas não é suficiente. Por isso a necessidade de somar ciência biomédica com humanização, prevenção e abordagem multidimensional da saúde.
O Médicos pela Vida valoriza a ciência, a ética, a autonomia médica e a medicina integrativa. A crítica da medicina integrativa ao modelo consolidado pelo Relatório Flexner não é uma rejeição da ciência — mas uma constatação de que a medicina não pode ser excessivamente biologicista, hospitalocêntrico e fragmentada.
Na bancada da 188ª Live Comunica Médicos pela Vida:
Dra. Ana Alice Tannuri é médica formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UFERJ. Cardiologista com Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e AMB. Pos graduada em Medicina Funcional Integrativa pela academia brasileira de medicina funcional Integrativa. Ex- professora de cardiologia da UFERJ. Ex- chefe do CTI do Hospital Universitário Gaffree e Guinle. Médica militar do Exército Brasileiro nos anos 2000, onde inúmeras funções participou de treinamento de saúde para o CIGS, atualmente na reserva. Participou da linha de frente do combate à COVID 19, além de atuar em centro de terapia intensiva de março de 2020 a maio de 2021. Tratou gratuitamente mais de 1500 pacientes em seu consultório on-line. É Coordenadora do MPV.
Dra Akemi Shiba médica psiquiatra da infância e adolescência. Pós graduada em perícia médica, pós graduanda em bioética e biodireito. Coordenadora da comunicação do Médicos pela Vida e palestrante nos três Congressos Mundiais sobre Covid que aconteceram no Brasil em 2021, 2022 e 2024.
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